O que é uma mulher? (lendo Feminilidade Radical)

Estou participando da leitura coletiva do livro “Feminilidade Radical”, da autora americana Carolyn McCulley, organizada pela Samara do Discurso sem Método.

Eu estava com esse livro na minha estante há pelo menos um ano e quando vi a chamada da Samara no Instagram pensei “é agora”. Gosto demais de leituras coletivas e o tema desse livro chama pela oportunidade de discussão.

O tema da feminilidade, do feminismo, desse conflito entre as duas ideias, me interessa bastante. São temas que a cada dia mais está na boca das pessoas – leigas ou não -, e não há muito como escapar. Resolvi escrever esse post hoje por conta disso: é um tema relevante para mim, e porque o primeiro capítulo do livro me surpreendeu demais. Até pensei que eu poderia fazer um diário de leitura no blog, masss me conhecendo e já feito duas tentativas frustradas de tal empreendimento por aqui, não vou me propor a tanto. Porém, durante a leitura quero vir registrar alguns pensamentos, algumas divagações pessoais sobre o livro, os temas etc. Como farei hoje…

Abrindo o livro Feminilidade Radical, me deparei com o trecho abaixo:

“Várias décadas atrás, o feminismo redefiniu o significado de feminilidade. Hoje, a maior parte das mulheres rejeitaria o rótulo de “feministas”, no entanto absorveram suas ideias. Como um medicamento intravenoso percorrendo as veias de um paciente inconsciente, o pensamento feminista permeou a nossa cultura.” (Mary A. Kassian)

Eu sou uma dessas mulheres que não me identifico com a ideologia feminista, que jamais me rotularia como feminista (aliás não gosto de rótulos). Mas a pergunta honesta que precisei fazer para mim mesma é: Quanto das ideias feministas eu já absorvi da cultura que me cerca?

Percebo que estou diante de um livro bom, não quando este me dá todas as respostas, mas quando ele me provoca a fazer perguntas. McCulley, sem rodeios esclarece o que o movimento feminista tem feito ao longo dos anos: “mudar a definição do que é ser uma mulher.” (p.21)

O que é ser uma mulher? O que o feminismo chama de mulher? O que a Bíblia diz que a mulher é?

Outro ponto muito interessante da leitura até aqui (prefácio + introdução + 1º capítulo Uma feminilidade distorcida), é a corajosa, e tenho certeza polêmica, afirmação da autora na página 37: “o feminismo está parcialmente certo.”

Eu já errei nisso, mas percebo melhor agora. Qualquer mulher adulta no Brasil e outros lugares, cristã ou não cristã, casada ou solteira, sido ou não criada em uma família estruturada, irá concordar que o machismo é real. Não só o machismo propriamente, mas os pecados dos homens contra as mulheres, na história e atualmente, são terríveis. Qualquer um ou uma que tentar negar isso para argumentar contra o feminismo começará perdendo. Portanto, é bom que se admita:

Homens e mulheres são pecadores. O feminismo e o machismo estão errados.

Enfim, até a leitura do primeiro capítulo, são esses os pontos levantados pela autora que me chamaram mais atenção: a redefinição da mulher feita pelo feminismo ao longo dos anos e o porquê o feminismo está parcialmente certo. Além é preciso dizer, da própria escrita da autora, que é clara e objetiva com aquele tom autobiográfico que me agrada demais.

Até logo!


+INFO Livro: Feminilidade Radical: Fé feminina em um mundo feminista | Autora: Carolyn McCulley (1963- ) | Publicado originalmente em 2008 | São Paulo: Editora Fiel, 2017 | Tradução: D&D Traduções | 364 páginas

Onde encontrar o livro: Livraria Família CristãEditora, Amazon

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