Diário #1: Sobre uma leitura atual

Então, essa é mais uma tentativa de retorno de uma coluna que eu tinha por aqui antes. Um retorno diferente. O que acontece é que pretendo vir aqui escrever sobre as minhas leituras a qualquer tempo ou momento, sem um formato pré-estabelecido como são os posts de impressões de leituras, os chamados “resenhas”.

Ler faz parte do meu cotidiano. Eu leio. Escrevo. E agora com o home office desde o começo da pandemia, fiz questão que minha mesa de trabalho fosse instalada de frente para minha estante de livros. Compartilhar um pouco dessa minha vida literária é a minha proposta com isso de “Diário”.

Para começar, gostaria de falar um pouco sobre uma das minhas leituras atuais, é o Growing in Gratitude da Mary K. Mohler. O ebook, se não me engano, do mês de outubro que a The Good Book Company disponibilizou gratuitamente.

O título me chamou atenção no mesmo momento que o vi, em português algo como “Crescendo em Gratidão”. E não consegui tirar a capa da mente mais enquanto não comecei a ler. Essas coisas acontecem sabe, por vezes é assim que começo a ler um livro, ele me chama. E logo na introdução já fiquei sabendo do porquê.

GRATIDÃO, uma palavra tão bonita, uma virtude tão fundamental, para que na maioria do tempo ela só represente uma ideia vaga dentro de nós. E falo nós, querendo dizer eu sem me sentir solitária nesse lamento.

Todas as pessoas penso eu, se estão aqui, se tiveram a oportunidade da vida pelo menos por um dia, tem motivos de gratidão. Mas nós os crentes, aqueles que se dizem cristãos, o que implica dentre tantas coisas, que reconheceram que estavam outrora separados de Deus O Criador, caminhando perdidos a passos largos para o inferno, mas que foram alcançados pela Graça de Deus, pelo perdão e remissão de pecados através do sangue de Cristo derramado na cruz do calvário. Esses que creem que o próprio Deus Pai entregou seu unigênito Filho para morrer em nosso lugar. Esses que a si mesmo se reconhecem como pecadores que necessitam de um salvador, esses diz Mary Mohler: “tem uma causa esmagadora para serem gratos”.

A presença ou a ausência de gratidão na vida de uma pessoa é muito reveladora. Na vida de um cristão a ausência, é incoerente. Confrontador, eu sei.

Seja o que for que há em minha consciência em relação a gratidão, na maioria do tempo – e isso é muito claro para mim agora que parei para pensar -, é algo que tem haver com as palavras de um hino antigo: <<Conta as bênçãos, conta quantas são>> <<Recebidas da divina mão>> <<Uma a uma, dize-as de uma vez>> <<Hás de ver surpreso quanto Deus já fez>>. E assim, o hino não está errado, se pararmos para contar o quanto temos recebido do Senhor começando pelo dom da vida ficaremos surpresos, porém ter no coração uma profunda gratidão não é contar ou enumerar as bênçãos, mas é, pelas linhas de Mary Mohler: temer a Deus, ter no momento presente uma consciência de quem o Deus do Universo é, infinito em suas perfeições, e a certeza de que apesar disso, apesar de toda essa grandeza e suficiência, Ele nos ama.

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